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O gorgurão mudando conceitos – vista-se e seja feliz!!!

Oi gente, voltei!

Tenho vários assuntos legais pra postar aqui no blog, mas resolvi furar a fila dos posts e escrever sobre o volume nas roupas. Decidi por esse tema agora pra aproveitar as discussões acerca da bota de gorgurão.

Muita gente tem dificuldade de lidar com o volume causado tanto pelo inchaço quanto pelo enfaixamento, ou bota de gorgurão, por isso, penso que esse tema é de grande importância, pois é pouco, ou nada discutido nos consultórios.

Sou da opinião que a vaidade não deve ser deixada de lado pelas mulheres acometidas de linfedema. Pode ser um pouco difícil para os profissionais da área entenderem esse lado que é de crucial importância pro bem estar do indivíduo, por isso acredito que o tratamento ideal é aquele que, além da terapia física, envolve a psicoterapia e a nutrição.

A mulher com linfedema, na maioria das vezes, se vê em desvantagem  do ponto de vista estético pelos motivos óbvios. Além do inchaço, que por si só já é desagradável aos olhos, as limitações impostas pelos peso e pela contenção dificultam a prática de exercícios (ficamos muito cansadas facilmente, não conseguimos amplitude necessária para pedaladas com as botas de gorgurão ou as faixas, por exemplo).  A prática de exercícios é recomendada até mesmo como parte do tratamento, mas não são todas as atividades físicas que se adequam à situação da pessoa com linfedema. Nem todas as pessoas conseguem bons resultados com caminhadas, hidroginástica (na maioria das vezes a água das piscinas é muito quente, o que pode prejudicar ao invés de ajudar no tratamento), musculação, pedalada… enfim, exercícios de impacto e agachamento não são recomendados (jump, body combat, body pump, corrida, futebol, vôley, etc). Por fim, unimos a tudo isso a falta de orientação específica e adequada ao paciente com linfedema no que tange ao melhor exercício em cada caso.

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BANDAGENS – parte I – HISTÓRIA DA COMPRESSÃO

Oláaaaaaaaaaa pessoal!

Ando sumida né, demorando a atualizar o blog, eu sei… Mas é por um bom motivo! Estou estudando para melhorar o site do vivacomlinfedema.com.

Pois bem. Hoje quero começar uma sequência de estudos sobre bandagens. Se tem uma coisa que me preocupa muito é a falta de conhecimento sobre o assunto.  Isso posto, proponho uma maratona de informações sobre enfaixamento começando pelo post de hoje.

Minha querida médica, vasta conhecedora da terapia compressiva, sugeriu que eu comprasse um livro chamado “Bandagens e Técnicas de Aplicação” do ilustre Dr. Eugenio Oscar Brizzio. Este livro pode ser encontrado no site onde comprei relativa.com.br . Após ter lido esta obra maravilhosa, tive uma enorme vontade de partilhar com vocês esses conhecimentos, e cá estou.

Vamos lá!

HISTÓRIA DA COMPRESSÃO – PARTE I

Como dizia Monteggia, a compressão propõe o retorno à funcionalidade perdida.

“(…) Glauco Bassi afirmou que , reduzindo o calibre das veias, elas retomam, ao menos em parte, o jogo valvar e aceleram o fluxo. Comprimindo-se as veias varicosas, impede-se a transmissão até a periferia das hipertensões venosas gravitacionais e ortodinâmicas, diminuindo o edema e facilitando a atividade varicante, ou seja, compensadora dos linfáticos. Ao mesmo tempo, ativam-se as bombas impulso-aspirativas subdiafragmáticas com que a natureza subsidiou o homo erectus: a bomba plantar, a bomba do tornozelo, a bomba hálux fíbulo-solear, a bomba gastrocnêmica ou gemelar, a bomba poplítea, as bombasisquiossurais, a bomba glútea e a bomba abdominal com seu solo pélvico.”

PERÍODOS HISTÓRICOS DA COMPRESSÃO

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Brindes LINFODRESS

O calor está aí! Época de inchar mais, não é mesmo? Então é hora de tomar os devidos cuidados, dentre eles, enfaixar o membro com linfedema!

A Atamed está com uma nova linha para linfedema, que eu ainda não experimentei, mas vou experimentar em breve e postar aqui no blog a minha opinião. Essa linha é a LINFODRESS, para linfedema.

A brincadeira é a seguinte: as 5 primeiras pessoas que postarem aqui no blog um comentário respondendo por que  querem experimentar as ataduras LINFODRESS, vão ganhar um kit com a quantidade necessária para o enfaixamento do membro com linfedema.

Mas só podem participar as pessoas que sabem o autoenfaixamento, ou que tenham acompanhamento fisioterápico pra fazer o enfaixamento correto.
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ENCERRADO!!!

Compressão no tratamento do Linfedema – meias e braçadeiras de gorgurão

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Oi pessoal!

Aí vai mais uma informação a respeito do tratamento com terapia compressiva utilizando o gorgurão. Matéria retirada do site www.drenagemlinfatica.com.br .

Boa leitura!

Compressão no tratamento do Linfedema

Podemos usar:

Bandagens
Meias / luvas elásticas

A compressão representa uma das formas mais importantes de intervenção no tratamento do linfedema, ajudando na remoção dos fluidos acumulados e manutenção das reduções conseguidas.

É importante distinguir entre bandagens compressivas e meias elásticas, principalmente quanto ao controle da pressão exercida por cada uma delas. Nas meias a compressão já é graduada na própria confecção, e nas bandagens a compressão é variável e depende da tração exercida no momento da aplicação, o que a torna mais vantajosa pois adapta-se às deformidades do membro

Quanto ao mecanismo de ação, as bandagens elásticas podem ser semelhantes as meias elásticas, elas exercem uma pressão externa constante no membro favorecendo o retorno venoso e linfático.

Quanto às bandagens, existem vários tipos de materiais e de confecção. Elas podem ser divididas pelas seguintes categorias: não elástica, baixa elasticidade (<70%), média elasticidade (>70-140%), alta elasticidade(>140%). Podem ainda ser divididas por subcategorias: não aderentes, aderentes ou auto-adesivas (co-aderentes).

As bandagens aderentes podem ser compostas por micropartículas de látex com uma camada de cola, normalmentte polacryl ou óxido de zinco. Essas bandagens suportam bem o calor e a umidade.

No tratamento do linfedema as bandagens não elásticas ou de baixa elasticidade são as indicadas.

A colocação dessas bandagens deve ser feita antes dos pacientes levantarem ou deixá-los em repouso, por um período de tempo, e após colocá-las. Estas orientações são idênticas quando utilizamos as meias elásticas em tratamento.

Os cuidados na colocação das bandagens e no uso das meias elásticas são fundamentais, pois qualquer falha pode trazer uma irritação na pele e uma vez suspeitada, os pacientes são orientados para a remoção imediata. Em relação aos membros inferiores a região do tornozelo é a mais delicada e deve ser observada e quanto aos membros superiores, a região da prega do cotovelo.

A procura de um material que se adapte a nossa realidade é de fundamental importância para o uso adequado nesses pacientes, uma vez que nosso clima é tropical e cujo poder econômico da população é baixo. Foi necessário encontrar novas alternativas de baixo custo, adaptadas ao clima do país e com função de exercer uma pressão ideal enquanto movimento favorecendo a drenagem de fluídos e manter a redução do membro. Foi criada uma meia de tecido não elástico, denominado no Brasil de “gorgurão” cuja composição do fio é de algodão e preenche os requisitos de baixa elasticidade, o que possibilitou adaptar um modelo de meia com fechamento, que permite o controle da pressão a ser exercida. Seu funcionamento é o mesmo mecanismo da aponeurose, uma estrutura rígida que, com a ação do movimento, não permite o músculo distender, auxiliando no bombeamento do sangue e da linfa.

É muito importante o uso da compressão no tratamento e na manutenção do linfedema.

A conscientização e adaptação desse material será muito importante para o resultado positivo na terapia


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Foto ilustra Meia Longa de Tecido “Gorgurão


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Foto ilustra Luva de Tecido “Gorgurão”


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Foto ilustra Meia, tipo ¾ de Tecido “Gorgurão”


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Foto ilustra Meia Adaptada para Criança de Tecido “Gorgurão”

Vantagens das meias de gorgurão:

- Baixo preço
- Facilidade na colocação
Após a redução dos membros, com o uso das meias de gorgurão, os pacientes impossibilitados anteriormente de usarem as meias elásticas, devido às deformidades, passam a usá-las.

Formas de Tratamento

O linfedema é uma doença incurável, mas pode ser controlada com tratamento adequado, assim como evitar a sua progressão. O tratamento clínico é a principal forma utilizada nesses anos e a tendência é a sua manutenção.A associação de terapias é sugerida, devendo ser identificado a melhor forma para cada paciente e de acordo com a realidade pessoal, local e socioeconômica. As principais formas de terapia são: drenagem linfática manual e mecânica, meias e bandagens, cuidados higiênicos e exercícios miolinfocinéticos, drogas linfocinéticas. Godoy & Godoy têm enfatizado as atividades linfomiocinéticas como forma coadjuvante no tratamento. Os cuidados de vida diária também são importantes tanto como forma preventiva, bem como terapêutica.

Atividades de vida diária:

Estratégias de auto cuidados

Orientação das Atividades de vida diária
Estratégias de auto cuidados

A região afetada requer alguns cuidados permanentes:

- cuidados com cortes e retiradas de cutícula das unhas, evitar: tomar injeções no membro afetado, furar as pontas dos dedos com agulhas e alfinetes, retirar sangue ou verificar a pressão arterial e usar dedal.

- cuidados com cremes depilatórios ou lâminas de barbear, com queimaduras, ferimentos e traumas:

- Evitar: o uso de relógios ou anéis apertados ( em edema de braços ou mãos), o uso de colarinhos, gravatas ou colares apertados ( em edema de pescoço),calor excessivo e contato com substâncias tóxicas.

- Para proteger a pele de ressecamento, o qual forma micro rachaduras, hidratar a área com creme ou loção sem perfume, álcool ou cânfora, várias vezes ao dia.

- Usar repelente contra picadas de insetos ( seguir orientação médica )

- Exercícios físicos regulares são imprescindíveis, mas sempre com orientação especializada.

Orientações em Atividades de Vida Diária

Devido a nossa experiência em tratamento e acompanhamento de pacientes com linfedema é sugerido: drenagem linfática manual ou com roletes, drenagem linfática mecânica, meia de tecido não elástico, orientações de atividades diárias e opcionais, envolvendo cuidados higiênicos e da pele, exercícios miolinfocineticos, os quais são realizados no local de atendimento, ou domiciliar, avaliação, orientação e acompanhamento nutricional, suporte psicológico e terapia medicamentosa.

Importante: Ao menor sinal de infecção (dor, vermelhidão, manchas, febre, inchaço), procure seu médico.

Devido a nossa experiência em tratamento e acompanhamento de pacientes com linfedema é sugerido: drenagem linfática manual ou com roletes, drenagem linfática mecânica, meia de tecido não elástico, orientações de atividades diárias e opcionais, envolvendo cuidados higiênicos e da pele, exercícios miolinfocineticos, os quais são realizados no local de atendimento, ou domiciliar, avaliação, orientação e acompanhamento nutricional, suporte psicológico e terapia medicamentosa.

Fonte: http://www.drenagemlinfatica.com.br/



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Aquele abraço pessoal! Até a próxima!

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